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domingo, 20 de janeiro de 2008

A festa de volumes de André

André Lima começou a carreira fazendo as camisas mais bacanas e bem humoradas antes da camisetamania. Quem não se lembra do logo da Chanel com o nome Cavalera?

O caminho natural e verdadeiro do estilista veio a seguir e o consagrou, a estamparia. Não podemos deixar de pensar que a grande sacada da camiseta são seus prints em forma de palavras de ordem, outdoor comtemporâneo, parangolé bem acabado.

Seus vestidos longos, esvoaçantes (o seu primeiro olhar atento para a modelagem) ganharam fama e se transformaram em sua marca registrada. Em algumas temporadas atrás, quatro para ser mais preciso, em um exercício corajoso de mudança, ele apresentaria vestidos mais curtos e com uma preocupação maior com outras formas de modelagem.

Primeiramente, as grandes mangas que abriram essas mudanças em Solange Wilvert foram impactantes. Mas o segundo e terceiro desfile depois parecia que André estava confuso em sua mudança.

Apesar de achar um certo desastre o seu verão 2008, e pode ter certeza que o grande atraso da apresentação contribuiu, fiquei impressionadao com o volume dos cabelos. Talvez a única coisa que realmente tenha gostado naquele desfile.

E como a beleza está na frente das vontades e tendências. Os acertados volumes dos cabelos do verão desceram finalmente para as roupas no seu inverno 2008.

Dispensando a estampa como carro chefe, mais sóbrio, mas não menos contido e exuberante, André lança mão do volume e o coloca em foco para seguir adiante no exercício da construção da roupa. Um passo muito acertado nessa festa para os nossos olhos que foram suas divas de inverno.

[Vitor Angelo, do dus*****infernus - leia mais aqui]
[Foto: Charles Naseh, do Chic]

Glamour máximo

Impecável o desfile de André Lima (que encerrou a noite de sábado no SPFW).

Formas arredondadas, triangulares e quadradas; drapeados, babados, e enrugados; saias volumosas e silhuetas justíssimas. Tudo superlativo, dramático e glamouroso, ao som da trilha-sonora do DJ Zé Pedro, que mesclava Genesis e Nina Simone.

Os arranjos de cabeça criados pelo stylist Davi Ramos –com couro, tachas e penas– deram o tom exato de fetiche-chic.

Pode ser que alguém diga que são roupas difíceis de usar, para ocasiões raras, galas e bailes que não fazem parte da realidade brasileira. Mas a única coisa que eu conseguia pensar durante o desfile era: se esta mulher não existe, precisamos inventá-la! E na verdade, acho que já ela existe, sim, tanto na vida real, quanto no desejo e no inconsciente coletivo de todos nós.


André Lima

[Biti Averbach, do Moda Sem Frescura - leia mais aqui]

sábado, 19 de janeiro de 2008

Segredinhos

O lado bom de trabalhar há um tempão no mercado de moda - e conhecer todo mundo - é que você acaba tendo acesso a informações privilegiadas.

Um passarinho me contou algumas coisinhas sobre o desfile de André Lima, marcado para hoje às 21:15hs.

O estilista francês Ungaro é uma das inspirações.

Um vestido verde, com muitas camadas de tecido — apelidado carinhosamente de “vestido samambaia”– deve arrasar.

Os arranjos de cabeça foram confeccionados pelo stylist Davi Ramos. Eles são feitos de couro, penas e rede. Parece que tem um perfume de fetiche no ar!

E diz que a cenografia, a cargo de Marton, será incrível e terá muito carpete.

Pronto, falei!

[Biti Averbach, do Moda Sem Frescura - leia mais aqui]